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Grupo de Choro

Grupo de Choro

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Coordenação: Matheus Kleber

 

O Grupo de Choro da FUNDARTE foi fundado em setembro de 2012, sua germinação deu-se a partir de um interesse por parte dos alunos em tocar um repertório deste gênero musical, que foi o embrião da música instrumental brasileira. Acredito que este interesse deu-se a partir da peça “Doce de Coco” que foi trabalhada no Conjunto Instrumental, outro grupo musical da instituição, no qual a maioria dos integrantes do Grupo de Choro fazem parte.

Um aspecto antropológico que vale ser ressaltado, é a necessidade cada vez maior por parte dos adolescentes em manter contato com elementos da cultura nacional e regional, talvez isto seja uma reação ao massacre de informações de diferentes culturas que eles são expostos diariamente nos meios de comunicação e na internet, acredito que esta busca por uma identidade cultural pode estar relacionada com o interesse por gêneros como o choro.

Além de estimular a prática da música de câmara entre os alunos, o grupo tem o objetivo de desenvolver a capacidade de criação e de improvisação, prática muito comum neste gênero. Os arranjos são elaborados de maneira coletiva durante os ensaios.

Em 2013, o grupo realizou uma sério de três concertos juntamente com a Orquestra de Câmara SESI/FUNDARTE. E desde então o grupo se apresenta em diversos lugares de Montenegro e cidades vizinhas.

O ano de 2015 foi de renovação para o grupo de choro, outros músicos tiveram interesse em participar do grupo, alguns já alunos da fundação  como o João Vitor de Souza na flauta doce e apostamos no Henri, aluno de violino do professor Heine, para assumir o lugar da Júlia Lorenz no bandolim, o que não funcionou muito bem. Também contamos com a participação de outros músicos em alguns ensaios como o Lauri e o seu Pavek, músicos mais antigos de Montenegro que nos contaram como eram as rodas de choro na cidade, assim como a flautista Stefania Colombo (aluna do curso de música popular de UFRGS) que visitou a Fundarte com a oficina de choro do Santander Cultural no encontro de orquestras jovens, e depois participou em alguns ensaios e apresentações do grupo de choro da Fundarte.

Em 2015, além de uma ter agenda bem cheia, e de participar de alguns saraus informais organizados pela professora Celiza Metz, o grupo realizou a gravação da trilha do vídeo institucional da Fundarte. Esta foi a primeira experiência em estúdio de muitos dos integrantes, nesta oportunidade tivemos a participação especial do Marcelo Piraíno, clarinetista da OSPA. Outro registro muito interessante do trabalho que foi realizado em setembro de 2015, foi um programa de uma hora sobre o grupo gravado na TV Univates.

 

Matheus Kleber: Nasceu em 1985 na cidade de Montenegro, onde começou seus estudos musicais na FUNDARTE, aos 7 anos de idade. Posteriormente, em 2006, radicou-se em Porto Alegre, onde graduou-se em composição pela UFRGS.

Juntamente com o músico Pedro Franco, lançou seu primeiro CD com composições próprias, o trabalho que recebe o título de IDA teve 5 indicações para o prêmio açorianos. Além do duo com Pedrinho, integra o grupo Xquinas, que em 2008 lançou o DVD Xquinando na Travessa Azevedo 79. Ainda no âmbito da música instrumental, atua ao lado de músicos consagrados da música gaúcha como Marcello Caminha, e na Trinca, projeto desenvolvido juntamente com os músicos Angelo Primon e Marcelo Corsetti.

         Matheus é um dos músicos mais requisitados para gravações no Rio Grande do Sul, e já dividiu o palco com nomes importantes do cenário musical, entre eles: Arrigo Barnabé, Ana Prada, Andréa Cavalheiro, Richard Serraria, Gelson Oliveira, Nelson Coelho de Castro, Mônica Tomasi, Neto e Ernesto Fagundes, Victor Hugo, Filipe Catto, Geraldo Flach, Quinteto Perch, Orquestra Eintrach, Orquestra da UNISINOS, Orquestra de Câmara SESI/FUNDARTE, Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, Orquestra da ULBRA e OSPA.

         Atualmente, além de suas atividades como músico, coordena três grupos na FUNDARTE: o Conjunto Instrumental, a Camerata Montenegro e o Grupo de Choro da FUNDARTE.